Última hora: Rui Silva deixa o Sporting

A posição de guarda-redes é amplamente considerada a mais ingrata do futebol e de outros desportos colectivos. Joga sob escrutínio implacável, o acerto é visto como obrigação e a falha ganha proporções gigantescas. Serve esta introdução para retratar a imagem de Rui Silva no jogo inaugural da Liga, em que o Sporting marcou passo na Reboleira, após vantagem de 2-0 viu o E. Amadora chegar ao empate, com o camisola 1 a ter ficado mal na fotografia.
A BOLA falou com Manuel Machado, treinador que, em 2013/2014, estreou Rui Silva como sénior na equipa do Nacional, que traçou perfil do guardião à altura para superar este tropeço inicial.
«Não se tem de confundir a neblina com a tempestade, nem a telha com o telhado, nem a árvore com a floresta. Qualquer jogador comete erros, que muitas vezes comprometem, como foi o caso. Foram dois pontos ao ar. Mas, quando é um guarda-redes isso torna-se muito maior ao nível da visibilidade. É preciso ter em conta que um guarda-redes é o último, não tem dobra, não há quem o socorra, por isso ganha logo uma dimensão diferente. É evidente que é um erro grave, mas há quem falha penáltis não se dá tanto relevo», realçu.






