GNR deteve 173 suspeitos do crime de incêndio em 2026
GNR deteve 173 suspeitos do crime de incêndio em 2026

GNR deteve 173 suspeitos do crime de incêndio em 2026, o maior número da última década
“Dos últimos 10 anos, é claramente o ano com maior número de detenções” afirmou o diretor do SEPNA. Em 2025, a GNR deteve 68 suspeitos do crime de incêndio florestal
Incêndio Vouzela
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Desde o início do ano, Guarda Republicana deteve 173 suspeitos do crime de incêndio florestal em todo o país
A GNR deteve 173 suspeitos do crime de incêndio florestal desde o início do ano, em Portugal, e já investigou 6.200 fogos, segundo dados do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA).
“Dos últimos 10 anos, é claramente o ano com maior número de detenções. O que também nos indica que ainda há trabalho a fazer nesta área”, afirmou o diretor do SEPNA, coronel Ricardo Alves.
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Ricardo Alves falava em Vila Pouca de Aguiar, durante as jornadas de investigação criminal, promovidas pelo Comando de Vila Real da GNR, e disse que desde o início do ano e até esta sexta-feira, a Guarda deteve 173 suspeitos do crime de incêndio florestal em todo o país.
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Em 2025, a GNR deteve 68 suspeitos do mesmo crime.
As jornadas, realizadas no âmbito das comemorações do 17.º aniversário do Comando Territorial da GNR de Vila Real, incidiram sobre os incêndios florestais e a violência doméstica, os crimes mais participados no distrito transmontano.
O diretor do SEPNA advertiu que, por causa das condições meteorológicas verificadas nesta altura, ainda se poderão registar mais ocorrências de incêndio. Segundo o coronel Ricardo Alves, a GNR já investigou este ano 6.200 incêndios, um número que “denota um alinhamento face ao ano passado”.
“As queimas e queimadas ocupam aqui uma grande fatia de todas as causas investigadas até ao momento, seguindo-se depois o uso intencional, ou seja, provocar o incêndio com intenções de causar o próprio incêndio, seja por causas inimputáveis ou causas imputáveis ao indivíduo”, referiu.
Quanto ao perfil do incendiário, disse que a maior parte dos suspeitos são homens na faixa etária dos 50 anos, mas apontou para um crescendo de mulheres suspeitas. “Da totalidade dos detidos, 19% são de género feminino, os restantes são de género masculino, continuam a ser a grande parte”, referiu.
Ricardo Alves disse ainda que a GNR aposta na prevenção e na investigação.
“Sabendo nós o género dos suspeitos, a faixa etária, as motivações, podemos antecipadamente prever os locais também e antecipar os possíveis autores e, por isso, não podemos dissociar as duas”, salientou.






