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Última hora: José Mourinho e Benfica

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Já escrevo sobre José Mourinho há bastante tempo. Muitas vezes foram palavras boas, quando tocava realmente o céu como um dos melhores da história, outras já não tanto, assim que o começámos a ver em declínio e, sobretudo, inteligente como é, não se procurava agarrar a uma qualquer tábua de salvação. Momentos maus todos temos, a diferença estará sempre como reagimos e o que fazemos para que não se repitam. Aí, acredito que não tenha feito o suficiente. Com o seu QI e personalidade, esse é mesmo o seu maior fracasso

O que escrevi ontem sobre aquele que começou a fazer a sua magia ao mesmo tempo que vestia a pele de estrela de rock n’roll em formato de manager, um autêntico Special One, não é muito diferente do que publico há longos anos. Talvez exista apenas uma ligeira diferença, a de que é cada vez menor para mim a esperança de que dê a volta a si próprio. De qualquer forma, gostei mais uma vez de o ver a dominar uma conferência de imprensa como poucos o conseguem fazer, mesmo nervoso, emocionado, ruborizado, como se se tratasse, de facto, de um novo início. Ainda que não escolha sempre os melhores temas, ninguém se sente tão à vontade nesses locais onde muitos tremem como el puto jefe.

No Benfica, também sobre Jorge Jesus, Rui Vitória, Bruno Lage e Roger Schmidt, me fui dividindo entre críticas e elogios, consoante o momento e as decisões, e se o novo homem do leme conseguir quebrar o karma que o persegue talvez desde Madrid, quase de certeza desde Manchester, terei todo o prazer de escrever sobre uma das melhores notícias que o futebol português poderá ter. Ficarei genuinamente feliz. No entanto, não me peçam para desvalorizar sinais que há muito tempo são negativos, porque a aura já não ganha tantos encontros como no passado.

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