Sporting

Última hora: Rui Borges

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— Mais uma vez o Sporting acredita até ao fim. Parece-lhe que com a posse de bola maior a sua equipa podia ter arriscado mais cedo?

— No cômputo geral, e olhando para os 90 minutos, fomos uma equipa mais equilibrada e senhora do jogo. Faltou-nos em alguns momentos sermos um pouco mais agressivos na procura da baliza do FC Porto, mas tivemos sempre o jogo bem controlado. Foi um jogo expectante de um lado e outro em alguns momentos. Nos primeiros minutos entrámos muito bem, com bola, a tentar empurrar o FC Porto, conseguimos claramente saltar a pressão do adversário. Depois, por volta dos 15 minutos, o FC Porto cresceu, foi equilibrando. Melhorámos outra vez na parte final da 1.ª parte e, na 2.ª, entrámos melhor, com personalidade, a querer jogar…. Faltou-nos a agressividade no último terço. O último lance que o FC Porto tem junto da nossa baliza acaba em golo. Depois foi correr atrás do prejuízo. A equipa sempre a acreditar, dinâmica, os jogadores que entraram também estiveram muito bem a acrescentar intensidade e agressividade. Acho que o empate acaba por ser pouco, apesar de não termos criado grandes oportunidades. Estivemos mais perto da baliza do FC Porto do que o contrário. Estou muito orgulhoso por aquilo que a equipa foi capaz de fazer

— Na flash falou de um Sporting personalizado. As equipas respeitaram-se demasiado?

— É natural que exista esse respeito, porque são duas grandes equipas. Sabíamos que em pormenores, se em algum momento houvesse 10 segundos de desconcentração, qualquer uma das equipas podia resolver o jogo. Dentro da estratégia, a equipa esteve mesmo muito bem nos processos defensivo e ofensivo. Fomos perdendo alguns momentos de pressão porque o Luis [Suárez] não estava a 100 por cento: jogou a 2.ª parte toda com problemas físicos. Mas quis dar o contributo, quis continuar e ainda bem, porque acabou por ser ele a fazer o golo. Mas a sua lesão tirou-nos capacidade de pressão que tínhamos definido. Ainda assim, ficámos bem organizados.

— Olhando para a história do clássico, não acha que faltou mais atrevimento do banco?

— Mexi quando tinha de mexer, o atrevimento estava lá. Faltou-nos em alguns momentos ligar da melhor forma. O que disse do Luis [Suárez] não serve de desculpa, mas perdemos muitas ligações por ele não estar bem. E nota-se, por tudo o que dá à equipa. Sabíamos que, mesmo assim, era um jogador importante. Aqui ou ali faltou-nos capacidade de ligação no último terço. Ao longo do tempo criámos algumas situações, na 2.ª parte até tivemos mais aproximações do que na primeira metade. Tivemos uma grande personalidade ao longo da 2.ª parte, na 1.ª houve mais equilíbrio. A única aproximação com perigo do FC Porto é o golo, mérito deles também. Defrontámos uma equipa fortíssima defensivamente e os números falam por si, temos de dar mérito ao adversário por conseguir anular-nos no último terço.

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