
“O Porto é nosso”: Filho de Pinto da Costa exige a presidência do clube
Alexandre Pinto da Costa reclama o legado do pai e prepara ofensiva para retirar André Villas-Boas do poder, alegando má gestão e descaracterização do ADN portista.
O FC Porto vive um dos momentos mais conturbados da sua história recente. Num movimento que poucos previam com esta intensidade, Alexandre Pinto da Costa, o filho mais velho do histórico ex-presidente Jorge Nuno Pinto da Costa, terá feito saber junto de figuras influentes do universo azul e branco que exige assumir a liderança do clube.
O Regresso do “Clã” ao Poder
Após a derrota eleitoral da lista do seu pai para André Villas-Boas, Alexandre manteve-se na sombra, mas o cenário mudou drasticamente. Fontes próximas da família indicam que o empresário considera a atual gestão um “erro histórico” que está a “apagar o passado de glória” dos Dragões.
A exigência de Alexandre não é apenas um desejo pessoal, mas sim o início de uma movimentação política interna para forçar eleições antecipadas ou a renúncia da atual direção.
“O apelido Pinto da Costa não é apenas um nome, é uma instituição dentro do FC Porto. O Alexandre acredita que só alguém com o sangue do ‘Papa’ pode devolver a mística ao clube”, revela uma fonte ligada aos sócios mais conservadores.
Os Argumentos de Alexandre
Para sustentar esta “exigência” de poder, o filho do antigo líder aponta várias falhas à atual governação:
Afastamento das Raízes: Acusa a atual direção de transformar o clube numa empresa “fria e sem alma”.
Falta de Proteção: Defende que o clube perdeu o “peso institucional” junto das instâncias do futebol português.
Instabilidade Financeira: Alega que as soluções apresentadas por Villas-Boas são “cosméticas” e não resolvem o passivo real.
Divisão no Universo Portista
A notícia caiu como uma bomba entre os adeptos. Se, por um lado, existe uma franja de sócios nostálgica dos tempos áureos de Pinto da Costa que vê em Alexandre a continuidade do sucesso, a maioria dos associados que votou na mudança vê esta exigência como uma tentativa de retrocesso e um ataque à democracia do clube.
Até ao momento, a direção de André Villas-Boas não emitiu qualquer comunicado oficial, mas o clima no Estádio do Dragão é de cortar à faca. Estaremos perante uma guerra civil pelo trono do FC Porto?






