
Michael Carrick admitiu que o Manchester United poderá ter de contratar um extremo-esquerdo no próximo verão, uma reviravolta na estratégia do clube, que passou os últimos três mercados de transferências, sob a orientação de Rúben Amorim, a ver sair avançados que atuam nas alas
O treinador interino da equipa foi recentemente questionado sobre se o flanco esquerdo do ataque precisava de reforços, ao que Carrick respondeu: «Penso que se está sempre a olhar para o equilíbrio da equipa e do plantel para ter a máxima flexibilidade, por isso é claramente algo a analisar, sem dúvida.» Pressionado sobre o tema, acrescentou: «Muito possivelmente.»
No início da época passada, o plantel contava com cinco extremos com experiência de primeira equipa no plantel: Jadon Sancho, Antony, Amad Diallo (estes três representaram um investimento total perto de 200 milhões de euros), Marcus Rashford e Alejandro Garnacho. Hoje, Diallo é o único do grupo que ainda está em Old Trafford.
Antony partiu para o Betis por €22 milhões, após um empréstimo bem-sucedido ao emblema de Sevilha; Sancho está emprestado ao Aston Villa e em final de contrato com o United, que não o deve renovar; Rashford joga por empréstimo no Barcelona, que luta para o contratar em definitivo; e Garnacho saiu para o Chelsea por €40 milhões.
Esta razia na posição tem levado Carrick a apostar em Patrick Dorgu, que foi contratado como um lateral, no ataque. Ainda assim, o treinador garante que «a situação não é preocupante». «Ainda podemos ser perigosos. O Matheus Cunha já desempenhou essa função e causou grandes problemas. Quando joga na ala, é difícil de parar no um para um.»






