
Os anos passam, mas João Martins continua a ser lembrado como um dos jogadores mais promissores da geração de 1988. Depois de ter feito quase toda a formação no Sporting, o antigo médio português brilhou na I Liga ao serviço do Penafiel, mas as lesões anteciparam uma decisão que apenas estaria prevista para cinco ou seis anos mais tarde.
Com apenas 29 anos, João Martins teve de optar pela medida mais drástica, em 2018, para colocar um ponto final no calvário de lesões que estava a enfrentar nos últimos dois anos, nos quais apenas conseguiu fazer um jogo.
Antes de chegar a este ponto, João Martins foi assinando uma carreira consolidada em Portugal, vestindo as camisolas de outros clubes históricos nacionais.
No entanto, é preciso recuar até ao início de tudo. Antes de chegar a Alcochete, com apenas 11 anos, para fazer parte dos escalões jovens do Sporting, João Martins deu os primeiros passos no futebol no Tourizense. Só em 2000 é que se mudou para os leões, ficando ligado ao clube de Alvalade por nove anos.
Depois de galgar vários escalões, e de ser visto como uma das grandes promessas da formação leonina, o médio centro acabou por parar nos juniores, antes de ser emprestado por três vezes: Olhanense, Olivais e Moscavide, e Atlético.
No verão de 2009 desvinculou-se do Sporting para assinar pelo Gil Vicente, mas a temporada, em Barcelos, ficou longe de ser um sucesso, numa altura em que os gilistas apenas lutavam pela permanência na II Liga.
Seguiu-se uma mudança para Vizela, um escalão abaixo, onde João Martins conseguiu ter mais tempo de jogo. Em 2011/12 foi reforço do Mafra, e, no ano seguinte, rumou à Naval, voltando aos palcos do segundo escalão, onde se manteve também com a camisola do Académico de Viseu.
Da Beira Alta, João Martins viajou até Penafiel no verão de 2014, estreando-se na I Liga ao serviço do conjunto duriense. Foi em Penafiel que João Martins mais brilhou, acumulando um saldo de cinco golos em 35 jogos, sendo mesmo o maestro do meio-campo. Apesar dos seus esforços, João Martins não evitou a descida do Penafiel, mas não abandonou o clube da Associação de Futebol do Porto, mantendo-se por lá na temporada seguinte.





