Sporting

Última hora: Rui Borges e Frederico Varandas

Sporting

Sporting corre sérios riscos de ver a temporada de 2025/26 ir cano abaixo no espaço de apenas uma semana. Depois do empate com o Arsenal (que funcionou como uma derrota, já que ditou a eliminação da Liga dos Campeões), surgiu o desaire com o Benfica, que quase mata a corrida pelo título de campeão nacional… e segue-se o FC Porto, para a Taça de Portugal

Se, contra o Arsenal, ficou a sensação de que era mesmo possível o leão ter sido feliz, contra o Benfica, não foi muito diferente. É caso para dizer que, em ambos os casos, faltou a Rui Borges um Danoninho, que está à vista de todos já desde a última época, mas que Frederico Varandas lhe recusou dar, com os resultados que estão à vista.

Rui Borges tem decisões questionáveis, é verdade. Entre elas, a de insistir num Pedro Gonçalves preso por arames, que só a espaços vai fazendo lembrar o jogador que chegou a ser. No entanto, a gestão que o presidente do plantel roça o criminosa, especialmente, numa temporada em que poderia ter alcançado a hegemonia do futebol português.

O exercício é muito simples de fazer. Em 2025/26, o Sporting gastou quase 100 milhões de euros em reforços, mas só um (Luis Suárez) entrou de caras no onze. Todos os outros, ou desiludiram, ou passaram mais tempo de fora do que em campo, pelo que custa apontar o dedo a Rui Borges por um ‘pesadelo’ que vai parecendo cada vez mais inevitável.

O lado direito da defesa era há muito uma pecha notória, e a solução passou por um Georgios Vagiannidis que foi de tal maneira um tiro ao lado, não só se chora pela ausência de um insípido Iván Fresneda, como a solução ainda passa por adaptar Eduardo Quaresma ao lugar, nos momentos de maior aperto.

No lado esquerdo, Maxi Araújo vai fazendo maratonas, visto que, por muito boa vontade que tenha, Ricardo Mangas não é uma alternativa à altura. No meio-campo, Morten Hjulmand e Hidemasa Morita foram espremidos até ao tutano, já que Giorgi Kochorashvili, claramente, não conta, pelo que sobra o ‘miúdo’ João Simões.

Mais à frente, Pote está no limite, tal como Francisco Trincão. Alisson Santos foi um maravilhoso negócio, disso não há dúvida, mas como é que é possível libertá-lo sem um agitador semelhante? Ainda para mais, apostando num Souleymane Faye que, na melhor das vontades, está a ser preparado para ser solução apenas em 2067/27?

Resta falar no ataque. Luis Suárez-Fotis Ioannidis é um claro ‘upgrade’ a Viktor Gyokeres-Conrad Harder… no papel. Isto porque o grego, dado o historial clínico que tinha, obrigava a uma gestão física de excelência, quando aquela que reina no Sporting, aos dias de hoje, é do mais puro amadorismo, como fica à vista pelas sucessivas (e longas) lesões.

Dito isto, e olhando para o banco nos dois últimos jogos, o que mais poderia ter Rui Borges feito? Mikel Arteta e José Mourinho lançaram, respetivamente, Kai Havertz e Vangelis Pavlidis para refrescarem o ataque, enquanto que o treinador do Sporting olhou para o banco e a única alternativa que tinha a Luis Suárez era o jovem Rafael Nel.

Geovany Quenda está de volta, mas à procura da melhor versão (a desastrosa entrada em Londres foi prova disso mesmo). Zeno Debast e Daniel Bragança também tardam a estar a 100%, uma vez mais, por terem passado mais tempo afastado dos relvados do que se previa. De Souleymane Faye, então, nem vale a pena falar.

Dito isto, Rui Borges pode passar de herói a vítima do ‘síndrome José Peseiro’, ficando conhecido como o treinador que tinha tudo na mão, e tudo deixou passar. Mas a verdade é que a única coisa que pedia a Frederico Varandas era um Danoninho contra o descalabro de 2024/25 (que, miraculosamente, resolveu), mas esse nunca chegou.

Artigos Relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *