
O Benfica pode ter comprometido de uma vez por todas o acesso ao segundo lugar da Liga e à fase de eliminatórias da UEFA Champions League, a única forma que tinha de chegar à fase de liga da prova milionária e aos milhões que sustentam financeiramente clube e plantel, que permitem atrair treinadores e jogadores competitivos
Depois de ter ganho vantagem aparentemente decisiva em relação ao Sporting, eis que a equipa de José Mourinho falhou em grande com empates em Famalicão (2-2) e na Luz, frente ao SC Braga (2-2).
Jogadores foram ontem contestados no relvado em mais do que uma ocasião, durante a partida e no final, quando enfrentaram as bancadas — «Vocês são uma vergonha», entoaram os benfiquistas — já sem a companhia de José Mourinho, treinador da equipa, mas o alvo principal da ira foi o presidente do clube, o mesmo presidente que conquistou com autoridade as eleições em outubro. Ouviram-se bem os pedidos de «demissão», assim como outras coisas, que não têm lugar nestas linhas.
Rui Costa está, neste momento, cercado pelo caos: lida com forte crise interna (sócios divididos), lida com graves problemas desportivos (falhou principais objetivos), delapidação do plantel (exemplo de Sudakov ou Ivanovic), com jogadores valiosos a perder valor, lida igualmente com questões de ordem financeira, pois o risco de falhar a Champions é muito real e sem os milhões da prova milionária não será fácil fazer plantel tão caro como o atual e convencer jogadores e, sobretudo, Marco Silva a aceitar o projeto.






