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Atenção: Frederico varandas disposto a trazer Ruben amorim no Sporting

O ecletismo não se apregoa. Conquista-se, sustenta-se e defende-se. E, sobretudo, prova-se dentro de campo, da pista, do pavilhão. O Sporting Clube de Portugal voltou a demonstrar, esta temporada, que continua a ser um dos maiores símbolos mundiais do desporto eclético, uma realidade que ultrapassa largamente as fronteiras nacionais e que coloca o Clube num patamar reservado aos maiores colossos europeus

Enquanto muitos se limitam a medir grandeza apenas pelos resultados do futebol, o Sporting responde da forma mais difícil e mais nobre: ganhando em todo o lado. Ganhando em várias modalidades. Ganhando de forma consistente. Ganhando com identidade. É precisamente aí que reside a nossa singularidade e a nossa diferença relativamente a tantos outros gigantes europeus que, apesar da sua dimensão financeira, não conseguem apresentar um ecletismo tão sólido, tão competitivo e tão vencedor.

 

Poucos clubes no mundo podem orgulhar-se de disputar títulos ao mais alto nível em modalidades tão distintas como futsal, andebol, hóquei em patins, voleibol, atletismo, judo, natação ou ténis de mesa. Menos ainda conseguem fazê-lo mantendo uma cultura competitiva transversal, onde o símbolo vale mais do que qualquer individualidade. O Sporting CP consegue. E fá-lo porque existe um projeto, uma visão, uma liderança.

 

Muito do que hoje vemos nascer nos nossos pavilhões, resulta do trabalho estruturado da direção liderada por Frederico Varandas e da coordenação de Miguel Afonso nas modalidades. Houve quem duvidasse. Houve quem criticasse. Mas os resultados falam hoje com uma clareza impossível de ignorar. O Sporting construiu um projeto desportivo assente em rigor, competência e exigência máxima, recuperando a mística vencedora que sempre fez parte do ADN leonino.

Importa, aliás, recordar um dado essencial. Em 2018, quando Frederico Varandas assumiu a presidência do Sporting, multiplicaram-se as vozes que anunciavam uma alegada destruição do Clube, um desinvestimento nas modalidades e o fim do nosso ecletismo. O tempo encarregou-se de desmontar, uma por uma, todas essas profecias de Nostradamus de pacotilha. Não só o Sporting não abandonou as modalidades, como se tornou ainda mais forte, mais competitivo e mais vencedor. Os títulos nacionais e internacionais sucedem-se ano após ano, os pavilhões voltaram a viver noites europeias memoráveis e o Clube consolidou-se como referência desportiva muito para lá do futebol.

 

Os exemplos estão à vista de todos. No futsal, o Sporting continua a afirmar-se como uma potência europeia, habituada a conquistar campeonatos, taças e presenças decisivas nas maiores competições internacionais, com a conquista de títulos de Campeão da Europa. No andebol, foi devolvido ao Clube um protagonismo histórico, ao bater-se com os melhores da Europa e conquistando títulos nacionais de enorme relevância. No hóquei em patins, o Sporting CP mantém-se na luta permanente pelos troféus, nacionais e europeus, honrando uma tradição histórica da modalidade. No voleibol, o crescimento competitivo voltou a colocar os leões entre os candidatos máximos às conquistas internas. Tudo isto acompanhado por resultados de enorme mérito no atletismo, no judo, na natação e em tantas outras modalidades que fazem do Sporting uma verdadeira instituição desportiva global.

 

Mas há algo tão importante como os títulos que importa não ignorar. Há uma identidade que foi recuperada. Um sentimento coletivo de pertença. Uma ligação entre adeptos, atletas e estrutura que hoje volta a fazer do Sporting um Clube temido pelos adversários e admirado internacionalmente. O lema Esforço, Dedicação, Devoção e Glória deixou de ser apenas uma inscrição histórica para voltar a ser prática diária dentro do universo leonino.

É impossível olhar para este percurso sem sentir orgulho. Orgulho no caminho feito. Orgulho nos atletas que honram diariamente o símbolo que trazem ao peito. Orgulho numa estrutura que percebeu que o Sporting só pode ser verdadeiramente Sporting se continuar a vencer muito para lá do futebol.

E se os resultados desportivos são, no desporto, o critério máximo de avaliação, então há uma conclusão difícil de contestar: Frederico Varandas é já, pelo conjunto da sua obra, pelos títulos conquistados e pela dimensão competitiva alcançada, um dos maiores — senão mesmo o maior — presidentes da história do Sporting Clube de Portugal.

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