
Eu sei que é fácil, aqui sentado e sem a pressão própria de quem tem de decidir e planear, mas talvez o exercício valha a pena
Se eu fosse Rui Borges colocava o lugar à disposição depois do jogo mais negro da história do Sporting. Não disfarcemos: perder a única de 85 finais da Taça de Portugal para uma equipa de escalão inferior não tem paralelo. Há muitas tardes e noites negras na história leonina, como na de qualquer clube do Mundo, mas daqui a 100 anos a de domingo será a pior, pelas razões expostas. E por isso, só por isso, se eu fosse Rui Borges perguntaria se ainda me querem.
Se, por outro lado, eu fosse Frederico Varandas, reiterava a confiança no treinador e apostaria na estabilidade, que pode ser meio caminho andado para o sucesso.
O presidente do Sporting já provou que não precisa de conselhos neste particular. Basta lembrar que segurou Ruben Amorim depois de um quarto lugar e todos sabemos quanto suspiram alguns, muitos, sportinguistas pelo treinador que revitalizou o hábito de ganhar em Alvalade.






