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Presidente da FFP fala do excesso de corrupção dos clubes portugues

Tolerância zero e apelo à JustiçaDurante a sua intervenção, o líder federativo apontou o dedo à conivência e à reiteração de comportamentos que promovem a concorrência desleal. Segundo o próprio, o clima de suspeição permanente em torno da arbitragem, das transferências de jogadores e de influências extrafutebol atingiu um limite intolerável que afasta os adeptos e os investidores internacionais.”Não podemos continuar a fingir que são casos isolados. Há um excesso de denúncias e indícios que apontam para uma cultura de desonestidade que mina o esforço de quem trabalha bem”, afirmou o presidente. O líder da FPF garantiu ainda que o Conselho de Disciplina terá total autonomia para aplicar as sanções desportivas mais duras previstas na lei, incluindo a descida de divisão e a irradiação de dirigentes, caso as suspeitas venham a ser formalmente provadas em tribunal.Reformas a caminho da LigaPara além do aviso severo, a federação pretende avançar com um pacote de reformas urgentes em coordenação com as instâncias desportivas estatais. O plano prevê uma fiscalização financeira muito mais rigorosa sobre as contas das Sociedades Anónimas Desportivas (SAD) e um reforço nos mecanismos de denúncia anónima de coação ou suborno.O corte estrutural proposto pela federação visa devolver a transparência ao campeonato e garantir que os resultados sejam decididos estritamente dentro das quatro linhas. O rebuço no futebol nacional está lançado e as reações dos principais clubes da Primeira Liga prometem não se fazer esperar nas próximas horas

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