
Há muitos anos, décadas até, Eusébio era já a maior figura do futebol português. Do Benfica e, sobretudo, do futebol português. O Benfica era ele e mais dez. A Seleção Nacional era ele e mais dez. Assim continuaria até meados da década de 70, quando o joelho do Pantera Negra, estilhaçado e múltiplas vezes cosido e recosido, não mais permitiu que Eusébio fosse Eusébio. Até então, o Sporting, maior rival do Benfica nas provas europeias, ganhava um campeonato em cada quatro: 1958, 1962, 1966, 1970 e 1974. Um dia, em novembro de 1970, quando o Sporting comandava o campeonato, com apenas um golo nas primeiras oito jornadas, Carlos Pinhão chamou ao guarda-redes leonino, Vítor Manuel Afonso Damas de Oliveira, nas páginas de A BOLA, «o Eusébio do Sporting». E era. Eusébio estava para o Benfica como Damas estava para o Sporting






