
Numa extensa entrevista aos meios do FC Porto, Cláudio Ramos passou a carreira em revista, falou ao detalhe sobre os quase seis anos que já leva de casa no Dragão e não passou ao lado das conquistas que foi acumulando ao longo desse período. Uma das mais marcantes a nível pessoal para o guarda-redes foi a da Taça da Liga, em 2023, uma vez que foi titular na final com o Sporting. Algo que, de certa forma, lhe garantiu um estatuto… especial.
«Estou mortinho que acabem com a Taça da Liga, que é para eu ser o único [guarda-redes titular numa final vencida pelos dragões]», começou por atirar o internacional português, em tom de boa disposição. «Uma das coisas que me dá felicidade, apesar de não jogar muito, mas que me motiva e que me faz adorar aqui no FC Porto é que eu sinto o carinho, quer dos meus colegas, mas também dos adeptos. Sempre que vou a algum lado sou sempre abordado e com muito respeito e com muito carinho e sinto, genuinamente, que eles confiam em mim, que as pessoas gostam muito de mim. Devo ter 40 e poucos jogos pelo FC Porto, não sei ao certo, mas acho que sempre que joguei, cumpri», prosseguiu Cláudio Ramos, num mergulho dentro da ideia que tem sobre o que é estar no clube azul e branco.
«E há bocado estávamos a falar do jogo em que fomos campeões [2021/22, frente ao Estoril], mas acho que, a seguir ao jogo da Seleção Nacional [em 2019], o jogo em que eu realmente fui feliz e me senti realizado foi a final da Taça de Portugal contra o SC Braga. Porque também estava o Gustavo [filho] e a Verónica [esposa] na bancada e a minha mãe, o meu pai… Estava muita gente da minha família, mas viver aquele dia, dar a oportunidade à minha família de viver um dia incrível e eu chegar lá por mérito próprio, conseguir jogar os jogos todos [na Taça] e jogar uma final pelo FC Porto contra o SC Braga e sermos vencedores… Está, ao nível do que fiz pela Seleção, como um dos jogos onde realmente me senti plenamente feliz», prosseguiu Cláudio.






