
Fruto das opções técnicas de Francesco Farioli e o modelo de jogo preconizado pelo treinador do FC Porto, Rodrigo Mora não está a ter o tempo de jogo que certamente desejaria em 2025/26, de forma a colocar em campo todo o seu manancial de magia em prol do coletivo. Com efeito, no clássico contra o Sporting, no Estádio do Dragão, o treinador teve de socorrer-se dos atributos técnicos do jovem prodígio do Olival para desmontar a teia tática em que o encontro com os leões se transformou
atributos que lhe são reconhecidos, Mora ludibriou dois adversários na grande área e centrou para o coração da mesma, onde primeiro apareceu Alberto Costa a tentar o remate, mas foi Fofana que, numa outra subsequente tentativa, bateu Rui Silva, provocando uma explosão de alegria nas bancadas.
Curiosamente, Farioli apostou pela primeira vez em Rodrigo Mora numa posição que não é estranha ao criativo: junto à ala esquerda, com total liberdade para penetrar em busca de jogo mais interior. Foi lá que, na época passada, então no esquema de Martín Anselmi em 3x4x3, fez a vida negra aos adversários e ajudou, com golos notáveis e assistências, o FC Porto a minimizar os danos de uma temporada muito aquém das expectativas do ponto de vista desportivo.
Esta aposta no clássico deixa antever uma nova via para Rodrigo Mora voltar a ter mais minutos como titular, tanto mais que existe um claro défice de criatividade no último terço dos dragões, também órfão de Samu no que resta da temporada






