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Última hora: Rúben amorim a caminho do seu novo clube

Sporting

Os números não mentem. Desde a saída de Ruben Amorim, o Manchester United estabilizou, somou vitórias consecutivas e voltou a ocupar um lugar de destaque na tabela. À superfície, o diagnóstico parece simples: a mudança resultou. Mas o futebol raramente é assim tão linear. E, neste caso, a melhoria imediata diz tanto sobre o presente como sobre o trabalho que ficou para trás.

A tese é desconfortável para quem olha apenas para os resultados. “O Manchester United está melhor porque simplificou, não porque evoluiu”, dizem alguns. Mas essa simplificação só foi possível porque Amorim deixou uma estrutura funcional.

Durante a sua passagem, o treinador português enfrentou o que todos os seus antecessores enfrentaram. Enfrentou um clube dividido entre a urgência de ganhar e a necessidade de reconstruir. Amorim optou pelo segundo caminho. Trabalhou princípios, rotinas, relações entre setores. Não procurou esconder fragilidades com soluções avulsas. Tentou corrigi-las pela raiz. É um processo que custa tempo. E o United raramente concede tempo a quem não entrega vitórias imediatas.

Após a sua saída, o discurso mudou. Menos complexidade tática, mais liberdade individual, menos preocupação com o processo e mais foco no resultado. A equipa ganhou em eficácia e confiança, sobretudo porque muitos dos comportamentos coletivos já estavam assimilados. A pressão é hoje menos coordenada, mas existe. A organização defensiva é mais pragmática, mas assenta em automatismos trabalhados antes. O jogo ofensivo é mais direto, mas beneficia de jogadores que passaram meses a entender onde e quando ocupar o espaço.

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