
É sempre imprudente, quando falamos de futebol, avançar previsões demasiado estreitas, porque não faltam exemplos de improbabilidades que desmentiram as ‘odds’. No entanto, creio que não estarei a ir longe demais se disser que o Benfica tem entre cinco e dez por cento de possibilidades de ser campeão nacional, e entre vinte e cinco e trinta de terminar em segundo. Para chegar a estes números não possuo quaisquer bases científicas de suporte, apenas um ‘feeling’, pessoal e logo subjetivo, que radica no calendário de cada um dos três primeiros e nas sensações que têm deixado
Será, pois, avisado, que os encarnados (seguindo o lema «espera o melhor e prepara-te para o pior») comecem a trabalhar na temporada de 2026/27, partindo do princípio de que vão jogar a Liga Europa, ou seja, conhecendo as balizas que irão definir o investimento, e sabendo que podem planificar a preparação sem condicionalismos de pré-eliminatórias e ‘play-offs’. Se estes passarem a estar na equação, será, na ótica encarnada, por uma boa causa…
E há Mourinho, um dos melhores treinadores do mundo, que já afirmou a sua disponibilidade para dar corpo a um projeto no Benfica que vá para além da espuma dos tempos.
Será justo que se considere 2025/26 a época-zero de José Mourinho no Benfica, porque já apanhou o comboio em movimento e, essencialmente, porque teve de se adaptar a um plantel que não escolheu. Se, para 2026/27, não lhe faltarem com a estabilidade, e lhe derem os meios (mais na lógica de se enquadrarem no modelo de jogo que pretende, do que olhando para a questão dos custos…), o Benfica não só ficará mais perto do sucesso, como lançará bases para a continuidade que tem faltado.
O percurso do Benfica, nesta fase, não pode considerar-se entusiasmante, embora, ao longo da época, tenham surgido alguns vislumbres do que é possível vir a acontecer, assim os dirigentes mantenham a cabeça fria e acreditem na forma de lá chegar: os jogos, na Luz (onde o Benfica poderá ter hipotecado a Liga ao empatar com Santa Clara, Rio Ave e Casa Pia – juntando-se a estes ‘desastres’ o empate em Tondela) com o Nápoles e, sobretudo, com o Real Madrid, foram francamente bons e podem ser considerados pontos de partida interessantes.






