
Após o final da partida com a Nigéria – que terminou com uma vitória da Seleção Nacional por 2-1 -, Roberto Martínez falou à RTP e analisou o encontro, abordando ainda a gestão de Cristiano Ronaldo
Com que ideias é que sai depois deste encontro com a Nigéria?
Foi um amigável com muito significado para nós. Foi jogar com uma equipa africana — não estamos habituados a jogar com equipas africanas — muito semelhante à RD Congo, ao nível de jogadores atacantes muito fortes que utilizam muito bem os duelos. Em geral, é sempre importante ganhar e melhorar. Na primeira parte tivemos oportunidades muito boas, mas a Nigéria arriscou muito com um bloco médio muito agressivo e nós, quando conseguíamos romper, criávamos oportunidades de golo. Mas depois também tiveram algumas oportunidades com o espaço, o que é muito bom para poder corrigir, porque é um aspeto que o Congo faz também muito bem. Na segunda parte, a Nigéria não teve um remate à baliza. Controlámos bem o jogo, marcámos o golo e estou muito satisfeito com o trabalho feito pelos jogadores. Utilizámos 26 jogadores em dois jogos, todos os jogadores estão prontos, preparados para ir ao Mundial. Foi um jogo amigável que foi muito bom para nós. A ideia não é ganhar 5-0, não é fazer um jogo que seja brilhante. O importante era ter um adversário difícil, um adversário com o queal pudéssemos experimentar aspetos que são muito importantes para a preparação do Mundial e fiquei muito satisfeito com isso.
Cristiano Ronaldo é o jogador mais velho da Seleção e foi o último a sair. Porquê?
Porque o plano que tínhamos para o Cristiano, com a informação que temos, era importante jogar 45 minutos ou 60 minutos. Temos sete dias até ao próximo jogo e era o que tínhamos preparado para o Cristiano. Todos os jogadores tinham um plano individual: o Nuno Mendes tinha um plano de 30 minutos, o Vitinha tinha um plano de 45 minutos, o Gonçalo Ramos tinha um plano de 30 minutos e o João Neves tinha um plano de 45 minutos. Assim, o que é importante é trabalhar o aspeto individual, mas poder ter uma equipa que consiga acrescentar o ritmo de jogo, que consiga terminar o jogo mais forte do que começou. Isso mostra o trabalho bem feito dos jogadores individualmente durante o treino, o foco, a clareza na execução dos conceitos e acho que agora estamos muito mais preparados depois dos dois jogos que tivemos.






