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Atenção Benfica: José Mourinho informa

Na passada terça-feira, as águias celebraram o 20.º aniversário do Benfica Campus, de onde saíram talentos como João Neves, Bernardo Silva, João Félix e Gonçalo Ramos, entre outros. Em entrevista à TSF, o diretor técnico do Benfica, Joaquim Milheiro, começou por refletir sobre os principais desenvolvimentos da formação encarnada nas últimas duas décadas:

«Quando, em 2006, assistimos à concretização de uma obra emblemática para o clube, que permitiu catapultar o Benfica para um nível superior, que já trazia da sua história muitas conquistas, já trazia traços identitários bem identificados, o que me vem de imediato à cabeça é que este é um espaço de excelência, onde se cultiva diariamente essa excelência agregada à mística do Sport Lisboa e Benfica. Apesar de ser relativamente novo no clube, sempre estive muito próximo do Sport Lisboa e Benfica, porque foram 12 anos na Federação Portuguesa de Futebol, onde foram definidas estratégias relevantes para o desenvolvimento dos nossos jogadores, construção de quadros competitivos que ajudassem os nossos jogadores a se tornarem ainda mais competentes, e fui assistindo desde muito cedo a um processo de transformação para algo grandioso e que tem reconhecimento no mundo. Tive a possibilidade, antes de estar no Benfica, de estar na Seleção Olímpica do Catar e como diretor-técnico no Al Hilal, e quando falávamos do futebol português, o nome do Benfica era o primeiro nome que vinha logo à mente das pessoas. A cultura da formação do Sport Lisboa e Benfica, a projeção de grandes referências para o futebol mundial… O caminho continua a ser de nos tornarmos sempre cada vez ainda melhores e procurarmos, todos os dias, cultivar a exigência dentro de uma matriz de felicidade, harmonia e energia positiva que nos leve para conquistas ainda superiores».

Joaquim Milheiro apontou também para os momentos que levaram ao reconhecimento internacional da academia do Benfica:

«O Benfica Campus existe porque há jogadores, porque nós queremos cuidar dos jogadores, sempre numa visão 360º. E, nessa perspectiva, muitas vezes, olhamos para o Benfica Campus como dois grandes eixos. Um que está mais ligado ao nosso hardware, que foi essa transformação física que passámos de três a seis campos, de seis campos para nove campos; imensos gabinetes que foram aparecendo, a melhoria da nossa residência, o aparecimento de outros espaços que levaram o Benfica Campus a se tornar cada vez mais um espaço de excelência. Associado a isso, também é preciso as pessoas, o nosso software, o que faz depois valorizar tudo o que acontece cá dentro e todas as condições. Olhamos, claro, a grandes momentos de afirmação de jogadores, como temos aqui nas minhas costas o Renato Sanches, que são produto de uma filosofia, um ADN Benfica, que cresceu connosco desde muito jovem, percebeu as nossas diretrizes de jogo, qual era o nosso estilo de treino, o que é isto de ganhar à Benfica. São um conjunto de ideias que não se absorvem de um dia para o outro. Posso também olhar à minha frente e ver o João Félix, que entra um bocadinho mais tarde no clube, mas que rapidamente teve essa capacidade de adaptação, pela qualidade de jogo dele. E quando olhamos o percurso destes jogadores, quer na formação, com conquistas que os levam para um conceito para nós importante, que é formar a ganhar, e depois, quando olhamos mais à frente, a integração deles na equipa A, isso continua bem presente, essa cultura de exigência, de rigor, continuar o seu processo de desenvolvimento e sempre com vitórias».

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