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Game over’? AFC junta-se a UEFA e CONCACAF para travar Infantino

Game over'? AFC junta-se a UEFA e CONCACAF para travar Infantino

‘Game over’? AFC junta-se a UEFA e CONCACAF para travar Infantino
AFC “junta-se em solidariedade a UEFA e CONCACAF” contra os planos delineados pelo presidente da FIFA, Gianni Infantino, para vender parte do capital social do Campeonato do Mundo a acionistas privados.

ACoederação Asiática de Futebol (AFC) emitiu, ao início da manhã desta sexta-feira, um comunicado, através das plataformas oficiais, fazendo-se saber que se “junta em solidariedade a UEFA e CONCACAF” contra os planos delineados pelo presidente da FIFA, Gianni Infantino, para vender parte do capital social do Campeonato do Mundo a acionistas privados.

O organismo liderado por Shaikh Salman bin Ebrahim Al Khalifa expressa “profundas preocupações com a proposta da FIFA para introduzir investimentos privados” naquela que é a maior competição de seleções do futebol planetário, assim como com “o processo de tomada de decisão” a propósito da denominada FIFA Forward Enterprise (FFE), e alerta mesmo para a “real possibilidade de um boicote ao Mundial”.

“Face a este cenário, e à luz das posições claras expressas pela UEFA e pela CONCACAF, assim como à divisão sem precedentes que emergiu ao longo do futebol mundial, a AFC acredita que a FFE proposta não pode alcançar realisticamente o amplo consenso e união necessários para seguir em frente. O Mundial da FIFA é o pináculo do futebol global, e deriva a sua força da participação de todas as confederações e das nações líderes do futebol mundial. Qualquer proposta que arrisque minar a união e caráter universal da competição deve ser reconsiderada”, pode ler-se.

“Ainda que o debate imediato se centre na FFE, a AFC considera que o tema vai muito além de uma simples proposta. Ao invés, expôs fraquezas fundamentais nos processos de consulta e tomada de decisão da FIFA que devem, agora, ser endereçadas. Ainda que a AFC enalteça a recente clarificação da FIFA sobre a proposta, as preocupações centrais em torno da governação, do processo institucional e da consulta significativa permanecem sem resposta”, prossegue.

“Uma proposta tão significativa, com o potencial de afetar o futuro comercial, desportivo e estratégico do futebol mundial, não pode emergir de processos que deixam confederações, federações-membro e os próprios orgãos de governação da FIFA, incluindo o Conselho da FIFA, a sentir-se alheados. O objetivo primordial do futebol mundial deve ser garantir que decisões de tamanha magnitude estão a ser desenvolvidas através de processos ancorados na transparência e em nome da confiança da comunidade do futebol”, completa.

A AFC recorda, ainda, que “esta não é a primeira ocasião na qual grandes ‘stakeholders’ foram confrontados com iniciativas significativas depois de o rumo aparentar ter já sido determinado”, algo que, sublinha, “mina a confiança na estrutura de governação da FIFA e reduz a autoridade dos seus órgãos estatutários”, já que “nenhum processo de consulta subsequente, por muito bem intencionado que seja, pode substituir compromisso prévio com os órgãos apropriados da FIFA e a família do futebol”.

“A AFC acredita que este momento deve tornar-se num catalisador para reforçar uma reforma institucional. Ainda que todas as federações-membro da FIFA devem ter a oportunidade de considerar e determinar propostas que afetem o futuro do futebol mundial, a democracia significativa não pode ser medida apenas na oportunidade de votar. Começa com transparência governativa, consulta atempada, deliberação informada e participação genuína ao longo do processo de tomada de decisão”, aponta.

Nesse sentido, “a AFC apela à FIFA que leve a cabo uma revisão urgente da sua estrutura de governação e tomada de decisão, para garantir que propostas de importância global são desenvolvidas com recurso a consulta devida, compromisso significativo e supervisão apropriada por parte dos órgãos estatutários da FIFA”.

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