Jorge Jesus assume-se como o treinador mais amado pelos portugueses
O selecionador nacional diz sentir o carinho de todo o país e considera essa relação a sua maior conquista fora dos títulos

Jorge Jesus, atual selecionador de Portugal, voltou a falar do laço especial que mantém com os portugueses. Em declarações recentes, o técnico da Amadora deixou claro que se sente o treinador mais amado pelo povo luso, uma afirmação que mistura orgulho, gratidão e a confiança de quem já conquistou títulos em três continentes.
“Deixei de ser só do Benfica ou do Sporting. Passei a ser um treinador português, de todos. Essa foi a minha maior conquista”, já tinha dito Jesus em 2019, após a conquista da Libertadores com o Flamengo. Agora, no comando da Seleção Nacional, o mister reforça essa ideia e vai mais longe: sente o apoio transversal dos adeptos, independentemente das cores clubísticas.
O treinador de 72 anos, que chegou ao cargo em julho de 2026 com um contrato até 2030, destaca o carinho que recebe desde que regressou ao país. “Tenho orgulho em ser português. Sinto o amor dos portugueses. Isso vale mais do que muitos títulos”, afirmou, num tom característico de quem nunca esconde a autoestima nem a paixão pelo trabalho.
Jesus recorda ainda o impacto que a sua passagem pelo Brasil e pela Arábia Saudita teve na imagem dos técnicos portugueses no mundo. No Flamengo, chegou a ser chamado de “português mais amado do Mundo” pelos dirigentes e adeptos rubro-negros. Em Portugal, depois de anos a dividir opiniões entre benfiquistas e sportinguistas, o técnico acredita ter ultrapassado as barreiras clubísticas.
A carreira de Jorge Jesus inclui três campeonatos nacionais pelo Benfica, a Libertadores e o Brasileirão pelo Flamengo, títulos na Arábia Saudita (Al-Hilal e Al-Nassr) e agora o desafio máximo: conduzir a Seleção no Euro 2028 e no Mundial 2030, que Portugal coorganiza. Para ele, o apoio popular é o combustível que falta para continuar a vencer.
“Os portugueses sabem reconhecer o trabalho. Eu sinto-me amado por eles e isso dá-me força”, concluiu o selecionador, deixando uma mensagem de união em torno da camisola das Quinas.






