Presidente da FPF ameaça renunciar ao cargo em meio a crise interna
Pedro Proença condiciona a permanência na Federação Portuguesa de Futebol a apoio total dos órgãos sociais e clubes, após semanas de tensão no futebol português

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Pedro Proença, ameaçou esta terça-feira renunciar ao cargo caso não obtenha um apoio inequívoco da direção, do Conselho de Disciplina e dos principais clubes filiados. A declaração surgiu em declarações à margem de uma reunião de emergência na Cidade do Futebol, em Oeiras.
Segundo fontes próximas da direção, Proença terá dito que “não faz sentido continuar se não houver condições mínimas de governabilidade e estabilidade”. O dirigente, eleito em fevereiro de 2025 para suceder a Fernando Gomes, enfrenta desde o início de outubro uma das fases mais turbulentas da sua curta presidência, marcada pela saída abrupta de Cristiano Ronaldo do estágio da Seleção Nacional e pelo subsequente processo disciplinar.
A ameaça de renúncia ocorre num momento em que a FPF tenta gerir a crise mediática e desportiva envolvendo o capitão da Seleção. Proença tem defendido publicamente o regresso de Ronaldo “o mais rapidamente possível”, mas enfrenta críticas internas pela forma como o caso tem sido conduzido e pela pressão de alguns setores que exigem maior rigor disciplinar.
Em conversa com jornalistas, o presidente limitou-se a confirmar que “está a avaliar todas as opções” e que a decisão final será tomada “nos próximos dias”, após ouvir os órgãos sociais. Não avançou prazos concretos nem detalhou as condições que considera indispensáveis para permanecer no cargo.
A eventual saída de Proença abriria uma crise institucional na FPF, uma vez que o mandato em curso se prolonga até 2028. A federação ainda não emitiu comunicado oficial sobre as declarações do presidente.
O futebol português acompanha com expectativa os próximos desenvolvimentos, num contexto já marcado pela preparação da Seleção para as próximas datas FIFA e pelos preparativos para o Mundial de 2030, que Portugal irá coorganizar.






