Richard Ríos paga a fatura da política desportiva do Benfica
Richard Ríos paga a fatura da política desportiva do Benfica

Richard Ríos paga a fatura da política desportiva do Benfica
Uma parte do que aconteceu durante o mercado de transferências do Benfica foi olhar para o espelho retrovisor e tentar emendar algumas apostas da época passada, entre elas a contratação de Richard Ríos que chegou com a capa de herói e bem embrulhado por 27 milhões de euros, um dos investimentos mais altos e sensacionais da história do clube. Tudo espremido, o médio colombiano saiu pela porta dos fundos e com um bilhete para a Arábia Saudita, onde vai representar o Al-Ittihad Jeddah por empréstimo.
O que se passou com Ríos acontece com muitos jogadores, contratados para encaixarem em modelos táticos preferenciais de treinadores, mas quando o chicote estala, como aconteceu no Benfica ao prescindir de Bruno Lage após a quinta jornada da época passada, tudo se desmorona porque deixam de ter espaço naquele perfil de jogo. O médio colombiano paga a fatura da política desportiva do clube, muitas vezes errática e sem um fio condutor que desperdiça recursos ao mudar sucessivamente o comando técnico, independentemente das características do jogador merecerem discussões acaloradas.
Há muito que o Benfica parece encarar apenas o presente e sem uma perspetiva definida a longo prazo, incapaz de perceber que a evolução dos jogadores também passa pelo conceito da estabilidade, da aposta efetiva e até de períodos de adaptação necessários para quem chega de campeonatos mais periféricos e sem a cultura tática europeia. No meio de tudo isto, a realidade é dura e crua e a SAD estourou 27 milhões de euros num jogador que muito dificilmente irá vingar na Luz. É muito dinheiro






