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Última hora:Ex vice presidente do Sporting apresenta novas provas e exige a renúncia da direção atual

Paulo Cristovão

“A atual direção devia, em consciência, assumir que não tem capacidade de mobilização que se impõe a uma direção. Esse seria o maior ato de amor ao clube: demitir-se e convocar eleições antecipadas”, defendeu à Agência Lusa Paulo Pereira Cristóvão.

A SAD do Sporting apresentava no final de junho, segundo o relatório e contas, um passivo que ascende a 173 milhões de euros, e, de acordo com a edição do Correio da Manhã de hoje, o clube deu como garantia dos empréstimos à banca os passes dos jogadores que ainda não detém.

“Foi feita uma aposta cega em pessoas que são brilhantes gestores nas suas carreiras pessoais e que chegam ao clube e desaprendem tudo e são autênticos merceeiros com lápis atrás da orelha e bloco na mão, a fazer negócios destes com a banca. Para ter juros de sete por cento, qualquer particular consegue melhor que isso. E hipotecar passes de jogadores que ainda não são do Sporting e já estão hipotecados não parece o melhor caminho”, desabafou o antigo Inspetor da Polícia Judiciária, comentando a notícia avançada este sábado pelo “Correio da Manhã”, que revela que o clube leonino deu como garantia dos empréstimos à banca passes de jogadores que ainda não detém.

Dando seguimento à sua posição, Paulo Cristóvão considera que deve ser convocada uma Assembleia Geral de discussão dos problemas do clube entre a direção e os sócios leoninos, ou então esperar pelos “quase três anos” até ao final do mandato, isto se a administração de José Eduardo Bettencourt não avançar para a renúncia à liderança do Sporting, segundo a sua opinião a solução mais viável para o clube.

Paulo Pereira Cristóvão deixou ainda uma mensagem de confiança aos adeptos verde e brancos, garantido que existe soluções credíveis para assumir a liderança do clube caso a atual direção acabe por cair.

“O poder do clube não cairá na rua”, afirmou, garantindo conhecer sportinguistas “de reconhecido amor ao clube” que estão disponíveis para encabeçar “outro tipo de projeto, com outro tipo de características”.

“É uma pena o clube estar em falência técnica, completamente nas mãos da banca, como nunca esteve. E essa dependência aumentou com a atual presidência. Pior que tudo é a não existência de uma alavancagem futura, seja ela de mobilização de pessoas, mobilização de vendas, de sustentabilidade que permita no futuro sonhar com outras coisas”, disse ainda.

O candidato que reuniu 10 por cento dos votos nas últimas eleições do Sporting defendeu que ainda existir um afastamento crescente dos sócios em relação ao clube, algo que, na sua opinião, a atual direção não tem procurado solucionar.

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