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Última vez: António José seguro

Na semana em que António José Seguro foi a Estrasburgo, ao Conselho da Europa, o plenário defendeu que é legítimo usar os ativos russos congelados devido às sanções para ajudar o esforço financeiro da Ucrânia. Segundo o Conselho da Europa, existem 260 mil milhões de euros de ativos russos congelados, 210 mil milhões dentro da UE. A assembleia do Conselho da Europa defende a “criação de um mecanismo” sob sua alçada para “receber esses fundos e distribuí-los à Ucrânia”, explica em comunicado. O Conselho da Europa abre a porta para que, caso haja mais capital, possa ser usado para financiar outras vítimas da Rússia. A decisão pode desbloquear o impasse que a União Europeia vive: baseia a hipótese em decisões contra a Rússia do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. A grande fatia dos ativos russos está na Bélgica e o receio do país é que mais tarde seja responsabilizado pela devolução integral do capital. Tema que pode ser debatido na reunião de outubro dos chefes de Estado e Governo da UE.

“Paz duradoura”, defendeu o Presidente português no discurso no plenário do Conselho da Europa. António José Seguro saudou a posição do organismo sobre o conflito. “A guerra regressou à Europa”, sublinhou o chefe de Estado e acrescentou: “Perante essa agressão, o Conselho da Europa tomou uma posição inequívoca, em coerência com os seus valores fundadores.” A Rússia chegou a fazer parte do Conselho da Europa mas foi expulsa depois da invasão a Kiev. “A guerra destrói. A paz constrói. A guerra provoca sofrimento. A paz gera desenvolvimento”, remata

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