
— Podemos esperar já uma espécie de ensaio geral para o jogo com a RD Congo, ou seja, aquele onze que eventualmente já poderá ser mais próximo da estreia no Mundial?
Não, não, porque é o primeiro jogo para cinco, seis dos nossos jogadores, mais o Diogo Costa, sete. Continuamos. É o último jogo de preparação antes do Mundial, mas, para nós, o foco é o foco individual: tentar recuperar e dar minutos aos jogadores que precisam. O primeiro objetivo é levar os jogadores para o avião para Miami preparados para o Mundial. Esse é o objetivo número um. Queremos ganhar. No futebol, precisamos de esperar o inesperado. Aconteceu contra o Chile: fizemos uma primeira parte de um controlo total, muito boa. Depois, com o cartão vermelho e a jogar dez contra dez, atingimos um bom resultado, mas também aspetos que precisamos de melhorar. E contra a Nigéria temos uma oportunidade de trabalhar aspetos que acho que são semelhantes aos pontos fortes que o Congo tem. É uma equipa africana diferente, tem muita flexibilidade tática, mas é um adversário exigente e é um teste para preparar o nosso grupo. Mas não são muitos jogos em que não trabalhamos como inicialmente. Acho que a força de Portugal é o compromisso de todos os jogadores, e nós temo-lo. A minha responsabilidade e a responsabilidade da equipa técnica é preparar os jogadores para ajudar a equipa e, quando estiverem no relvado, utilizarem o seu talento e a sua atitude para ganhar jogos por Portugal. Então não é o onze inicial, não é o onze que termina. Amanhã ajustamos o que precisamos durante o jogo. A ideia é fazer onze substituições. A ideia para o Diogo Costa é jogar os noventa minutos e tentar que todos os outros jogadores tenham minutos.
É muito fácil. O estilo de Portugal é muito fácil. É um grupo de jogadores com muito talento e nós temos uma estrutura, um equilíbrio, uma disciplina dentro desse talento para ganhar jogos. Os números estão lá para as vitórias, número de golos, chegar à área; é um compromisso total para defender rápido, defender alto, e esse é o estilo. O que nós temos, depois de 15 anos de trabalho na formação dentro do futebol português, são os jogadores que nós temos. Outro aspeto é o tático. Eu acho que há um aspeto diferente, que é falar da nossa estrutura tática, o estilo e o que nós temos. A estrutura tática é a estratégia do jogo para ter uma vantagem sobre o adversário. E isso eu já falei no primeiro dia em que cheguei aqui à Cidade do Futebol: a nossa ideia é ter flexibilidade tática para poder ajustar todo o talento individual dentro da estrutura de equipa. E é isso que estamos a trabalhar. É muito difícil para pessoas de fora, que não têm conhecimento de futebol, poderem falar do aspeto tático. Eu percebo isso, mas o estilo é muito fácil e definido.






